Saudações, guerreiros da Luz.
Nas últimas décadas temos vivido uma
espécie de “guerra cultural”, com obras literárias e de fantasia sendo
brutalmente deturpadas, distorcidas e “atualizadas”. Propriedades intelectuais
respeitadas e amadas por gerações tiveram seus universos destruídos e
arremessados nas mais profundas camadas do Abismo.
Um exemplo dolorosamente claro disso
é o que D&D se tornou nos últimos anos. No entanto, não é um caso isolado,
pois vimos isso acontecer da mesma forma com a Disney, Marvel, DC, Star Wars e
até mesmo clássicos até então imaculados, como as obras de Tolkien e Lewis.
Como não poderia deixar de ser, universos menos conhecidos, mas de grande valor
em termos de fantasia, como Warcraft e Warhammer, também foram vitimados por
essa agenda que existe com o único propósito de corromper e destruir bons
trabalhos, bons valores e boas instituições.
Diante dessa situação, como vários
sabiamente disseram aqui ao longo dos anos, o correto é agir em duas frentes:
Denunciando a corrupção e apoiando aquilo que é bom. Nestes pontos específicos,
gostaria de brevemente retomar ao universo dos jogos e livros da série
Warcraft, que em seus primórdios, trazia histórias de guerra, que mostravam com
bastante clareza a tragédia que a guerra traz a todos os envolvidos, ao mesmo
tempo em que, por meio dela, denotava valores como honra, dever, compromisso e
sacrifício por algo maior do que nós mesmos. Muito parecido com o que Tolkien e
vários outros escritores de fantasia clássica faziam em suas obras.
A série, nascida nos jogos de
estratégia em tempo real, cresceu e inaugurou o gênero MMO como o conhecemos
hoje. Com o tempo, no entanto, antigos escritores foram substituídos por novos com
base em critérios de seleção altamente duvidosos e questionáveis: Competência e
conhecimento do cenário não eram mais requisitos. O que importava daquele
momento em diante era pertencer a alguma minoria, seja racial ou de gênero. O
resultado disso, como todos que acompanharam essa transição podem atestar, é
que o cenário simplesmente morreu. Bons personagens foram sistematicamente
mortos, humilhados ou completamente descaracterizados. O clássico conflito
entre facções foi varrido do mapa. Uma história que antes era sobre os horrores
da guerra e como o verdadeiro valor podia surgir nos momentos mais difíceis e
locais mais improváveis foi substituída por outra que fala apenas em
vitimização, corrupção de valores e relativização do conceito de bem e
mal. Como era esperado, uma legião de
jogadores abandonou a franquia (neste caso, estima-se que mais de 8 milhões ao
longo dos últimos 10 anos) enquanto outra continua jogando mas critica
ferozmente o estado atual do jogo.
No entanto, quase que por acaso,
encontrei uma coletânea de obras ambientadas no mundo de Warcraft chamada
Warcraft Legends, que remete aos “anos dourados” da franquia, e fiquei bastante
impressionado com o que li até aqui. Como estive completamente afastado da
franquia há mais de 10 anos, havia detalhes sobre a ambientação que não me
recordava, mas mesmo assim, as histórias me chamaram muito a atenção.
Warcraft Legends traz consigo o
espírito que consagrou este universo no início dos anos 2000. Histórias de
guerra, sacrifício e perda, que mostram que o que há de mais valioso em nossas
vidas não são conquistas militares, a eliminação de um inimigo ou uma honraria
recebida com muito mérito. O que temos de mais valioso, e muitas vezes só
valorizamos depois que perdemos, são amigos de verdade, nossos princípios e
principalmente, poder viver cercados daqueles que amamos.
Ainda não li todo o compêndio de
histórias, mas o que vi até o momento foi o bastante para perceber que esta é
uma das raras obras que trazem a essência da verdadeira fantasia, e que por
isso, merece ser conhecida e apoiada. Como ela não está e nem estará disponível
nessas terras, compartilho AQUI um portal por onde ela possa ser baixada e lida
sem qualquer custo. Para ler este formato de arquivo, é preciso um programa
extremamente leve chamado CDisplay, disponível neste PORTAL.
Mesmo para quem não conhece muito
sobre o cenário ou não gosta do jogo, é uma leitura que vale à pena, pois trata
de um tema caro para todo fã de fantasia, e o faz da maneira correta: Com o
foco na história e personagens, não em agendas.

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