“Você é o homem que eu gostaria de ser”
- Mentor para
Teela (sua filha)
Saudações,
guerreiros da Luz.
Creio que, assim
como eu, muitos aqui cresceram assistindo a desenhos animados como He-man,
Thundercats, Caverna do Dragão e outros excelentes programas que combinavam
magia, fantasia e aventura.
Também assim
como eu, imagino que quando descobriram que a série Mestres do Universo
receberia um novo filme este ano, foram tomados pelo medo e apreensão.
Especialmente porque a produtora seria a AMamon, cabala demoníaca colorida que
destruiu franquias como A Roda do Tempo, O Senhor dos Anéis e está prestes a conspurcar
também o universo de Warhammer. Ao assistir ao trailer, senti que o filme seria
ruim, mas muitos amigos e colegas um pouco mais esperançosos pensaram que
poderia, no fim, ser um bom “filme da sessão da tarde” para assistir com os
filhos. No entanto, todos estávamos errados.
O filme não era
um “bom filme da sessão da tarde”, nem um “filme ruim”. Era um filme totalmente
podre, em todos os sentidos da palavra. Não é um filme sobre aventura, poder e
responsabilidade, amizade ou algo do tipo. É uma panfletagem descarada sobre “masculinidade
tóxica”. Por questão de falta de tempo, explicarei resumidamente apenas como o
desastre se abateu sobre três dos mais importantes personagens.
Na história
original, o príncipe Adam se fazia de tolo, preguiçoso e leviano, para esconder
sua identidade secreta como He-man, semelhante à dinâmica Clark Kent – Superman
ou Bruce Wayne – Batman. Quando se transformava em He-man, Adam demonstrava seu
lado mais corajoso, seguro e altruísta; coisas que ele já tinha dentro de si,
mas apenas escondia. No filme ele é bobo e até idiota, e não está fingindo. Quando
se transforma, continua sendo exatamente a mesma coisa; um imbecil que recebeu
um enorme poder simplesmente porque “não era como os outros homens” de Eternia.
Mentor, meu
personagem favorito no desenho, era, como a tradução de seu nome já sugeria, o
mentor de Adam. O soldado veterano que o ensinava não apenas o caminho do
guerreiro e as virtudes de um verdadeiro líder ao príncipe, mas que o
aconselhava e direcionava em situações difíceis. Mentor (Man-at-arms) no
original era o exemplo do soldado perfeito; sábio, honrado e dedicado a guiar a
nova geração. No filme, no entanto, sua etnia foi propositalmente trocada e ele
se tornou (literalmente) um bêbado quase imprestável que não agregava
absolutamente nada à nova geração (Adam e sua filha Teela). Na verdade, em todo
momento em que aparecia, era apenas para mostrar apenas o quão falhos e decadentes
eram os caminhos antigos.
Mas se o
guerreiro mais poderoso do universo é um boneco de posto e o soldado veterano é
um bêbado inútil, como Etérnia poderia ser salva? Eis aqui que entra Teela, a
guerreira “empoderada” infalível que é mais rápida, inteligente, hábil e sábia
do que todos. Sempre que Adam, He-man ou mesmo Mentor agem de forma tola, Teela
está ali para mandá-los calar a boca e mostrar o caminho.
Eu poderia
continuar, mas creio que já é possível entender do que o filme se trata; mais
uma franquia com imenso potencial completamente obliterada por ter sido usada
de veículo para panfletagem ideológica woke. Nas cenas pós-créditos há
inclusive Gorpo dando uma lição de moral nos homens e depois, o surgimento de
She-ra (chega a ser cômico como parece que tudo o que aconteceu no filme era
como uma “preparação do terreno” para a chegada dela na continuação).
Continuação que provavelmente não acontecerá porque, para a surpresa de
ninguém, o filme foi caríssimo e está sendo o mais absoluto fracasso de
bilheteria.
Meu humilde
conselho é que a menos que seus filhos pequenos desejem assistir no cinema para
passarem um momento em família, fãs do desenho ou HQs passem bem longe desse
filme. Há no país um carinho especial por essa franquia, como ocorre com os
Cavaleiros do Zodíaco, e por isso, temos fãs fazendo um esforço Hercúleo para
encontrar o lado bom do filme, e uma série de “especialistas” patrocinados pela
Amazon defendendo a produção de forma sofrível. Mas caso se interessem, segue
aqui uma análise bastante sincera, feita por verdadeiros fãs:






