Saudações, guerreiros da Luz
Como certamente ocorreu com muitos
aqui, tive momentos difíceis durante a infância e adolescência, e por diversas
vezes, foi necessário buscar um pouco de luz e orientação fora de casa e do
ambiente familiar. Lembro-me de, quando criança, estar assistindo a um filme
(do qual infelizmente não me lembro o nome), e no qual o personagem principal
falou para algumas crianças uma frase que na época me marcou, e até hoje,
carrego comigo: “mostre-me um homem sem cicatrizes e verei um homem que nunca
lutou por seus sonhos”. Aquele personagem, do qual também não me recordo o
nome, era interpretado por ninguém menos que o lendário Chuck Norris.
Depois daquilo, busquei outros
filmes e séries com esse ator, e notei que na maioria esmagadora deles, seus
personagens passavam essa mensagem: A vida é difícil, mas podemos e devemos ser
melhores. Quando cresci um pouco, comecei a ler sobre a história de vida dele,
e pude perceber que muito do que seus personagens passavam eram lições de vida
que ele havia aprendido, a duras penas.
Para quem não conhece a história,
indo direto ao ponto, “Chuck Norris” cresceu apanhando na escola por conta de
sua descendência “diferente” (ele descendia de nativos norte americanos e
irlandeses). Naquela época, diferente de agora, chorar, alegar depressão e
culpar o mundo todo por seus problemas não era uma opção. Você precisava se
fortalecer e passar por aquilo da melhor forma possível. No final da
adolescência, buscando um rumo para a vida, ele se alistou na força aérea e em
uma missão na Coréia, aprendeu uma arte marcial chamada Tang Soo Do. Unindo a
disciplina adquirida no exército com a das artes marciais, encontrou foco e
propósito que tanto buscava, ao passo que finalmente conseguira lidar com a
raiva e frustração por conta dos problemas que teve.
No entanto, ao voltar aos EUA
entrou para o meio cinematográfico, e como ele mesmo descreve, foi inserido em
um mundo da mais completa decadência moral e ausência de valores, algo que
destruiu sua vida pessoal e casamento. Essa situação de decadência e novamente,
falta de propósito, só terminou quando ele encontrou aquela que seria sua
segunda esposa, que o convidou para rezar com ela. Era a primeira vez desde a
infância que ele fazia isso, mas a experiência o tocou profundamente, tanto que
daquele momento em diante, ele passou a viver sob um forte código de conduta
mesclando disciplina militar, artes marciais e moral religiosa. Nisso, ele
começou a se reerguer, e passou a questionar severamente o que a indústria do
cinema estava fazendo com a moral de toda uma sociedade, em especial, de suas
crianças. Naturalmente, ele foi “cancelado” pela mídia e por muitos anos,
seguiu com seus protestos longe dessa mídia. No entanto, sua influência se
fazia sentida, uma vez que ele defendia ferozmente que Hollywood deveria
produzir mais filmes com temáticas religiosas. Tanto que foi em parte graças a
ele que o filme Paixão de Cristo conseguiu ser lançado. Além disso, por
décadas, ele manteve uma escola de karatê para crianças, trabalhando a moral
cristã e das artes marciais como maneira para formar indivíduos de caráter.
Esta semana, com 86 anos, Chuck
Norris foi chamado para continuar servindo nos Reinos dos Céus, e deixo aqui
esta pequena homenagem a um grande homem que, por meio de muito mais erros do
que acertos, conseguiu encontrar seu Caminho e, mais do que isso, ajudar
milhares de jovens a conseguirem fazer isso sem precisar passar pelo o que ele
havia passado.
Descanse em paz, nobre guerreiro, e continue olhando por nós, especialmente pelos mais jovens. Teus exemplos jamais serão esquecidos.
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