quarta-feira, 22 de julho de 2026

Heróis de Valor: Zaknafein Do Urden

Saudações, guerreiros da Luz

Em sagas de fantasia, é comum encontrarmos, mesmo naquelas muito bem escritas, histórias em que o escritor se identifica demais, ou se apaixona pelo personagem principal e, por conta disso, o mundo todo passa a girar em torno dele. Mas mesmo nesses casos, é frequente a figura de um mentor; alguém que educa, treina e prepara o protagonista para que o mesmo possa crescer forte, especialmente em termos de caráter, e cumprir seu destino. No meu caso, esses personagens em específico sempre acabam me interessando mais do que o protagonista da história, como acontecia na minha infância, em que respeitava e admirava muito o guerreiro Jaga, o mentor de Lion-O, protagonista de Thundercats. Mas no contexto de D&D, meu “personagem mentor” favorito sempre foi Zaknafein Do Urden, o pai de Drizzt.

Zaknafein era o maior guerreiro e mestre de armas de Menzoberranzan, o corrupto centro de poder da sociedade drow. No AD&D, ele era retratado como um guerreiro de 24º nível, algo absolutamente surreal, especialmente considerando que Drizzt era um “ranger” de 16º nível e Auzon, o “guerreiro supremo” de Forgotten Realms na segunda edição, era um guerreiro de 20º nível. Mas ao contrário de muitos leitores dos trabalhos de Salvatore, o que me fazia respeitar extremamente esse personagem não era sua inegável habilidade com a espada, mas sim, seu caráter. Zaknafein era um homem honrado, e além disso, tinha um bom coração. No entanto, vivia em uma sociedade totalmente degradada, cruel e pervertida, e por isso, mesmo não se corrompendo, ficou fortemente marcado. Mas mesmo assim, desde que soube que Drizzt era seu filho, se dedicou de corpo e alma para proteger o garoto da podridão da sociedade drow e das maquinações das Matriarcas. Tanto que ele pagou com a vida para garantir que seu filho tivesse a chance de buscar uma vida melhor e mais digna longe dos tentáculos de Lolth.

Posteriormente, ele foi ressuscitado para ajudar a colocar um fim no reinado das Matriarcas e clérigas de Lolth (e obviamente ser superado em combate por seu filho Mary Sue), mas o cerne do personagem nunca mudou: Ele representa de forma brilhante o que acontece quando um bom homem, de vontade forte, precisa viver em uma sociedade decadente. Ele não se corrompe, mas fica comprometido. E mesmo maculado, dedica-se integralmente a proteger aqueles que ama. Em minha humilde opinião, um exemplo para todos nós. Aos interessados, segue em detalhes a história desse interessante personagem:

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