terça-feira, 14 de julho de 2026

Uma nova reflexão sobre a inversão de valores em D&D e no mundo moderno

Saudações, guerreiros da Luz.

Apesar deste tópico já ter sido bastante discutido em pergaminhos anteriores, o mesmo infelizmente continua ainda sendo brutalmente atual e por isso, merece ser relembrado. Como base, utilizo aqui dois trabalhos compartilhados pelo jogador que interpreta Gronark, o Senhor do 'Amor".

O primeiro deles, fala sobre a inversão de valores em nossa sociedade, inversão esta que faz um grande esforço para repudiar ou difamar qualquer tipo de indivíduo ou modelo de pensamento que passe valores de honra, caráter e retidão. Ao mesmo tempo, essa agenda trabalha para relativizar e banalizar tudo aquilo que é errado e ruim, na tentativa de convencer o maior número de pessoas possível de que o mal não existe, sendo este apenas um conceito preconceituoso e intolerante criado e repassado por gerações. Valores morais e as figuras que as representam, ou ao menos se esforçam para representar, são taxados nessa agenda como retrógrados, hipócritas, preconceituosos, intolerantes, etc. Tanto que hoje, é "impensável" uma capa de livro de D&D sem um demônio, elfa obesa e/ou personagens coloridos, enquanto arquétipos clássicos como o anão guerreiro, elfo ranger ou mago de longas barbas brancas são erradicados das artes como se fossem doenças.

O segundo, mais pontual quando tratamos de RPG, trata das mudanças e tentativas de reescrever a história que a Wizards of the Coast vem tentado fazer nos últimos anos. Mudanças que buscam criar uma padronização de pensamento relativizando tudo e banalizando o conceito de bem e mal dentro do jogo. Nisso, quase 50 anos de legado e histórias passa a ser descartado ou brutalmente destorcido para adequar o todo esse universo à ideia torpe de politicamente correto que prevalece no ocidente, em um discurso incoerente e falacioso que tenta se sustentar na ideia de tolerância e combate ao preconceito enquanto destrói sistematicamente a individualidade de raças de fantasia e categoriza como "trolls" e intolerantes qualquer um que ouse pensar de forma diferente. Ironicamente, agora a empresa está sendo
criticada e condenada como racista pela mesma fatia de mercado progressista que tentou agradar e trazer para o jogo durante a pandemia. E agora, ao perceber o óbvio, de que não será possível pautar a perenidade do jogo ou mesmo da empresa no apoio deste público volúvel e instável, a Wizards busca por meio de falsas promessas trazer de volta os antigos jogadores que abandonaram o hobby, mas sem tocar a corrupção que espalharam deliberadamente pelo jogo em todas as suas instâncias.


De qualquer forma, recomendo aqui os dois vídeos trazidos por Gronark, porque ambos realmente fazem uma análise interessante daquilo que temos discutido. 


 
 

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