terça-feira, 9 de junho de 2026

He-man e os Mestres do Wokeverso

“Você é o homem que eu gostaria de ser”

- Mentor para Teela (sua filha)

Saudações, guerreiros da Luz.

Creio que, assim como eu, muitos aqui cresceram assistindo a desenhos animados como He-man, Thundercats, Caverna do Dragão e outros excelentes programas que combinavam magia, fantasia e aventura.

Também assim como eu, imagino que quando descobriram que a série Mestres do Universo receberia um novo filme este ano, foram tomados pelo medo e apreensão. Especialmente porque a produtora seria a AMamon, cabala demoníaca colorida que destruiu franquias como A Roda do Tempo, O Senhor dos Anéis e está prestes a conspurcar também o universo de Warhammer. Ao assistir ao trailer, senti que o filme seria ruim, mas muitos amigos e colegas um pouco mais esperançosos pensaram que poderia, no fim, ser um bom “filme da sessão da tarde” para assistir com os filhos. No entanto, todos estávamos errados.

O filme não era um “bom filme da sessão da tarde”, nem um “filme ruim”. Era um filme totalmente podre, em todos os sentidos da palavra. Não é um filme sobre aventura, poder e responsabilidade, amizade ou algo do tipo. É uma panfletagem descarada sobre “masculinidade tóxica”. Por questão de falta de tempo, explicarei resumidamente apenas como o desastre se abateu sobre três dos mais importantes personagens.

Na história original, o príncipe Adam se fazia de tolo, preguiçoso e leviano, para esconder sua identidade secreta como He-man, semelhante à dinâmica Clark Kent – Superman ou Bruce Wayne – Batman. Quando se transformava em He-man, Adam demonstrava seu lado mais corajoso, seguro e altruísta; coisas que ele já tinha dentro de si, mas apenas escondia. No filme ele é bobo e até idiota, e não está fingindo. Quando se transforma, continua sendo exatamente a mesma coisa; um imbecil que recebeu um enorme poder simplesmente porque “não era como os outros homens” de Eternia.

Mentor, meu personagem favorito no desenho, era, como a tradução de seu nome já sugeria, o mentor de Adam. O soldado veterano que o ensinava não apenas o caminho do guerreiro e as virtudes de um verdadeiro líder ao príncipe, mas que o aconselhava e direcionava em situações difíceis. Mentor (Man-at-arms) no original era o exemplo do soldado perfeito; sábio, honrado e dedicado a guiar a nova geração. No filme, no entanto, sua etnia foi propositalmente trocada e ele se tornou (literalmente) um bêbado quase imprestável que não agregava absolutamente nada à nova geração (Adam e sua filha Teela). Na verdade, em todo momento em que aparecia, era apenas para mostrar apenas o quão falhos e decadentes eram os caminhos antigos.

Mas se o guerreiro mais poderoso do universo é um boneco de posto e o soldado veterano é um bêbado inútil, como Etérnia poderia ser salva? Eis aqui que entra Teela, a guerreira “empoderada” infalível que é mais rápida, inteligente, hábil e sábia do que todos. Sempre que Adam, He-man ou mesmo Mentor agem de forma tola, Teela está ali para mandá-los calar a boca e mostrar o caminho.

Eu poderia continuar, mas creio que já é possível entender do que o filme se trata; mais uma franquia com imenso potencial completamente obliterada por ter sido usada de veículo para panfletagem ideológica woke. Nas cenas pós-créditos há inclusive Gorpo dando uma lição de moral nos homens e depois, o surgimento de She-ra (chega a ser cômico como parece que tudo o que aconteceu no filme era como uma “preparação do terreno” para a chegada dela na continuação). Continuação que provavelmente não acontecerá porque, para a surpresa de ninguém, o filme foi caríssimo e está sendo o mais absoluto fracasso de bilheteria.

Meu humilde conselho é que a menos que seus filhos pequenos desejem assistir no cinema para passarem um momento em família, fãs do desenho ou HQs passem bem longe desse filme. Há no país um carinho especial por essa franquia, como ocorre com os Cavaleiros do Zodíaco, e por isso, temos fãs fazendo um esforço Hercúleo para encontrar o lado bom do filme, e uma série de “especialistas” patrocinados pela Amazon defendendo a produção de forma sofrível. Mas caso se interessem, segue aqui uma análise bastante sincera, feita por verdadeiros fãs:

 

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