Saudações, guerreiros da Luz
Uma das decisões que eu havia tomado para este ano é que não perderia mais tempo com a aberração colorida decadente que se tornou D&D com a edição “5.5”. Essa edição, até mais do que a 5ª do jogo, foi extremamente bem-sucedida em afastar completamente os verdadeiros jogadores de D&D. Mas ao contrário da 5ª edição, que teve ótima saída por conta da péssima 4ª edição e se tornou um sucesso de vendas não por competência, mas por oportunismo mercadológico no período da pandemia, a edição de D&D 2024 (ouWokes & Dragons, se preferirem) não contou com a mesma “sorte” de vir logo após um grande desastre ou de poder se consolidar durante uma catástrofe natural. Seguindo os passos dos últimos anos de D&D 5e, a edição de 2024 “dobrou a aposta” de hostilizar os verdadeiros jogadores de D&D, declaradamente maltratar e expulsar jogadores brancos (mesmo estes representando quase 90% do público que joga D&D nos Estados Unidos) e tentar atrair todo tipo de aberração comportamental como forma de consolidar um público totalmente novo, mais submisso, frágil e consumista. Como se não bastasse, apostaram forte ainda na consolidação de uma base digital de jogo, quebrando livrarias especializadas propositalmente para removerem os chamados “intermediários” do planejamento logístico.
O resultado,
para a surpresa de absolutamente ninguém, foi um fracasso monumental nas vendas
e na própria imagem do jogo. Como todos que jogam D&D já sabiam, o público “sensível”
para o qual a nova versão repleta de cores vibrantes e insinuações hom@afetivas
não aderiu ao jogo de forma constante, como os jogadores antigos, e no fim, em
menos de um ano o “alerta vermelho” do setor financeiro da WotC e de sua
companhia proprietária, a Hasbro, acenderam fortemente.
Ao perceber que
os jogadores originais de D&D migraram em peso para jogos old school como
os da iniciativa OSR, os executivos das duas empresas tentaram, de forma desesperada
trazê-los de volta, e para isso, liberaram o boato de uma vindora 6ª edição de
D&D, com nomes lendários de grande peso como Ed Greenwood and Tracy Hickman
capitaneando a iniciativa.
Dados os últimos
relatos que li e a situação catastrófica de D&D, acredito sim que uma 6ª edição
esteja a caminho, e seja lançada nos próximos dois anos. No entanto, eu não
colocaria a mão no fogo em relação à qualidade da mesma, ou na premissa de que
ela seria capaz de restaurar D&D, apesar dos nomes de Greenwood e Hickman.
Digo isso porque quando D&D 2024 começou a ser divulgado em 2022, com o
nome de “One D&D”, de inicio foram feitas várias referências ao AD&D,
como forma de tentar chamar a atenção de jogadores veteranos. Gronark e eu
alertamos na época, aquilo parecia ser apenas uma isca, e no fim, foi o que
aconteceu; a edição 2024 veio “dobrando a aposta” na agenda Woke, ao invés de bani-la
do jogo, com deveria ter sido feito.
Os mais
otimistas podem dizer que agora o cenário é diferente, e que a WotC “aprendeu
com os erros”. Ou que os acionistas e investidores da Hasbro não tolerarão mais
um fracasso de proporções épicas. No entanto, sou bastante cético em relação à
nova iniciativa. Apenas lembrando, tivemos alguns produtos recentes com a
participação de Ed Greenwood, e nenhum deles saiu do escopo “D&D Woke”.
Tivemos uma nova série de Dragonlance escrita por Weis e Hickman, e a mesma
serviu apenas para desonrar o nome da franquia com sua “protagonista emancipada”
e história sem nexo. Particularmente, acho difícil a tendência atual da empresa
mudar dado o que temos de concreto. Na minha opinião, até que se prove o
contrário, o melhor caminho para quem deseja jogar D&D é investir nas
edições antigas ou iniciativas OSR (que possui alguns jogos simples, bem
elaborados e realmente interessantes, como Old School Essentials).
Para saber mais
sobre os rumores de D&D 6e e entender os bastidores deste movimento, um
texto muito interessante pode ser lido nesse PORTAL.

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