terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hollywood: Banalização do mal e a cruzada anti-heróis

Saudações, guerreiros da Luz

Algumas vezes comentei nesse espaço minha admiração pela obra nipônica Demon Slayer. A animação, arte, personagens e cenas de luta são impecáveis, mas o que mais me chama atenção nessa história é a moral da mesma. Muzan Kibutsuji, o vilão da trama, era um ser humano doente, fraco e mesquinho, e a história mostra o quanto ele foi se degradando moralmente conforme sua enfermidade avançava. Quando ele foi “salvo” por um elixir misterioso que o transformou em uma espécie de “arqui-demônio”, ele adquiriu imenso poder, e usou isso para trazer miséria e desgraça para a vida de todos.

Seus descendentes foram amaldiçoados com uma doença terrível, que os debilitava brutalmente e os matava por volta dos vinte anos, como punição dos deuses por todo o mal que Muzan causava. Como forma de tentar destruir Muzan e barrar este mal, eles criaram a tropa dos Caçadores de Demônio. Na história narrada nos mangas e animes, o líder da tropa é Kagaya Ubuyashiki, descendente direto de Muzan e, como tal, amaldiçoado com uma doença muito pior do que a do próprio Muzan. Mas ainda assim, ele é ético, altruísta e empático. Assim como o personagem principal da série, o jovem Tanjiro Kamado, que lidou com tragédias inimagináveis, mas ainda assim, jamais perdeu o bom coração. Esta história ensina, acima de tudo, que a vida é difícil, e muitas vezes não é justa. Coisas ruins acontecem, mesmo com pessoas boas. Mas por pior que tenha sido sua vida, por mais que você tenha sofrido, nada justifica o mal. Nada justifica se transformar em um monstro apenas porque a vida não lhe deu o que você desejava ou achava que merecia.

No entanto, não é essa visão que é passada a crianças no ocidente. Dias atrás, por curiosidade assisti ao segundo trailer do novo filme Avengers Doomsday, simplesmente porque gosto muito do personagem Steve Rogers, e vi que o trailer contava a história pregressa de Victor Von Doom, o vilão da história. Para a surpresa de ninguém que acompanha histórias de HQ, a origem dele foi alterada e ele de início era bom e gentil, mas depois de perder a mãe, se transformou no mostro que é hoje, tudo por causa de trauma. Ao contrário do que acontece na cultura oriental, de vinte anos para cá, nós tivemos no ocidente um movimento muito forte de relativização e negação do mal. Se repararem bem, não existem aqui mais vilões “maus”; apenas pessoas traumatizadas que cometem atrocidades inimagináveis, mas que o fazem apenas porque alguém os fez sofrer antes. Da mesma forma, a inversão de valores se aplica também aos heróis. Os heróis, a menos que sejam mulheres masculinizadas ou membros de certas minorias intocáveis, sempre são retratados como pessoas que ou tiveram uma vida muito fácil, escondem segredos sórdidos, são completamente idiotas ou estão lutando pelo o que é certo apenas por questões de ego. Por isso, personagens como Capitão América, que são o exemplo de pessoas que vêm de um contexto precário, mas que fazem algo de bom no mundo por conta de seu forte senso de caráter, foram alvos de tantos ataques nos últimos anos. Não funcionou, a essência do personagem sobreviveu a tudo o que foi jogado contra ele, e mesmo a contragosto da companhia, ele precisou ser reinserido novamente nas histórias.

De qualquer modo, isso não apaga o fato de que no ocidente, as pessoas (e o que mais me preocupa, as crianças) são ensinadas pela mídia que o mal tem uma explicação para ser como é, e que devemos aprender a ser tolerantes. Por outro lado, o bem, o certo e o justo, nunca é aquilo que parece ser. Sim, é uma doutrinação verdadeiramente demoníaca, mas é algo que tomou conta do ocidente nas duas últimas décadas e que tem se espalhado pelo mundo todo. Mesmo hoje, que a podridão e hipocrisia da agenda Woke foi escancarada, e em que cada vez mais pessoas pedem pela volta dos verdadeiros heróis e valores perdidos, essa subversão de valores ainda tenta se infiltrar em toda parte, mesmo, por vezes, precisando se esconder um pouco mais.

Mesmo que o universo de super-heróis não seja de seu interesse, recomendo que assistam a este breve vídeo compartilhado por Gronark e outro abaixo que trata do mesmo episódio. Eles mostram como obras que supostamente abandonaram a agenda Woke ainda trazem traços perigosos dela, mesmo que de forma sutil. No âmbito do RPG, cabe a nós combater esse tipo de inversão de valores em nossas mesas e apoiar as histórias que ainda trabalham as temáticas do bem e mal sem a ideia subversiva de que bem e mal são apenas “pontos de vista”, e que heróis de verdade (entende-se aqui boas pessoas dispostas a colocar o outro em primeiro lugar) são retrógrados e piores do que os “vilões”. 

 

16 comentários:

  1. Não assisti o trailer, mas fico curioso para saber como (e se) a Latvéria seria retratada. Um paralelo ao Von Doom que você descreve é Magneto, que poderia ter sido bom (e eventualmente passa para o lado dos heróis) mas tem sua moral deformada pelo Holocausto.

    Por outro lado, sempre tivemos ótimas histórias do Quarteto mostrando Von Doom como alguém que, a despeito da perda da mãe e o acidente que o desfigurou, até se esforça para mostrar alguma benevolência, mas que invariavelmente sucumbe à ambição e ao orgulho desmedidos.

    Enfim, talvez o Victor da vindoura adaptação seja mesmo podre por dentro e o trailer apenas jogue com as expectativas?

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    1. Levantou um ponto muito importante, nobre amigo. No caso de Magneto, vemos um homem forjado não apenas pelo trauma do holocausto que dizimou boa parte de seu povo, mas pelo medo de que isso ocorra novamente. Tanto por questões ideológicas quanto pela responsabilidade que sente dado o enorme poder que controla, Magneto sente que está em seus ombros garantir a sobrevivência de seu povo. Ele não quer ser um "rei mutante", e nem em deliberadamente erradicar a humanidade da face da Terra. Em seus piores e melhores dias, o que ele desejou foi apenas garantir o melhor para seu povo, independentemente do sacrifício que isso poderia impor a si próprio ou à sua alma. Tanto que ele sempre se posicionou como um líder mutante por necessidade, não por desejo de comandar ou ter seguidores, e sempre que a situação permitia, seguia a liderança de Xavier de bom grado.

      Von Doom é um caso completamente diferente. Ele teve sim traumas de infância, mas desde jovem era egocêntrico e manipulativo. Assim como Magneto, ele quer o bem de seu povo, mas diferente do mutante, ele faz questão absoluta que isso ocorra sob seu comando. Por questões de ego, ele sempre está em primeiro lugar. Tanto que adquiriu poderes arcanos fazendo um pacto com Mephisto dando em troca a vida e alma da mulher que amava. Acho difícil alguém justificar que este ato foi fruto de mero trauma pela perda da mãe, assim como vários outros movidos por ambição ou mesmo inveja de Reed Richards. É um personagem muito interessante, que recentemente, mostrou que possui em sua alma um forte senso de dignidade e até mesmo capacidade de autrísmo, mas no fim, isso sempre é suplantado por sua arrogância e egocentrismo. Acho bastante interessante o fato de ele se referir a si próprio sempre em terceira pessoa; é um personagem/vilão do qual realmente gosto, e espero sinceramente que não seja retratado como vítima.

      Em relação ao filme, desejo sim que seja algo realmente bom, porque como ele tem um enorme alcance e apelo entre os mais jovens, seria muito bem-vinda uma boa história, com bons valores. O retorno de Steve Rogers e o banimento das "heróinas do lacre" são sinais positivos, e espero mesmo que tenhamos algo com o nível de heroísmo e moral que os 3 primeiros filmes do Capitão América trouxeram. Nós, mais velhos, não precisamos disso, mas seria uma ótima contribuição para a formação dos mais jovens.

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  2. Gronark, o Senhor do "Amor"19 de agosto de 2026 às 15:51

    Você precisa entender que as pessoas de hoje são mais “iluminadas” e cheias de “conhecimento”, Caolho! Elas se libertaram desses conceitos tolos como “bem e mal”, que nada mais são como restrições abstratas para aprisionar as pessoas e elas não poderem fazer suas vontades! Mas isso acabou, pois o “amor” venceu! E agora todos podem ser e fazer o que quiserem, desde que respeitem à agendinha do Partido das Trevas! Tanto que para respeitar a “liberdade e a demôniocracia”, a esposa do Painho, que não foi eleita a nada, mandou censurar uma rede social e logo as outras, incluindo essa, serão vigiadas e censuradas pelos ratos comedores de comentários! VIVA AO “AMOR”, HAHAHAHAHAHA

    Não há mais heróis há muito tempo, velho tolo! Todos eles morreram lutando contra Abel, Poseidon e Hades, que curiosamente estavam tentando “limpar o mundo da maldade” de forma extrema. Mas graças aos heroicos sacrifícios dos heróis que se sacrificaram contra esses tiranos. Nós, seres luminosos, como eu, Baal, Moloch e entre outros, pudéssemos agora guiar as crianças (que não foram sacrificadas) para mundo cheio de “amor”, “diversidade” e “modernidade”! E o mais engraçado de tudo, é que podemos usar a mídia para reescrever a história vilipendiar esses heróis hoje igual ao que fazem agora com os veteranos da 2º Guerra, HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    Eu darei um bom exemplo de algo do passado sendo reescrito e “atualizado” para audiências modernas. Que é Dark Sun! O mundo devastado de Athas irá perder elementos “ofensivos” que podem acionar gatilhos ou traumatizar os jogadores. Escravidão parece que irá estar fora do cenário e raças que deveriam ter sido exterminadas, como orcs e gnomos irão ser jogáveis, pois nunca houve as Guerras de Purificação que destruíram o mundo. Agora imagine, se os Bruxos da Costa estão fazendo isso com Dark Sun, imagine o que farão com Greyhawk e Dragonlance! Vamos, me de os direitos de Elgalor e Edrin para eu poder “atualiza-los” como eles merecem. Faça isso antes que algum neto seu o faça, HAHAHAHAHHAHA

    https://www.youtube.com/watch?v=Jqdaxvihmqs

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    1. Gronark, o Senhor do "Amor"19 de agosto de 2026 às 15:53

      [O grande problema da atualidade é o culto ao niilismo e egocentrismo criado através da tolerância a erros dos outros. Muita gente hoje não acredita em bem e mal porque, ao olhar as notícias, vai ver que a maioria das pessoas que cometem maldades são recompensadas. Pegue esse exemplo, imagine uma criança que furta algo de outra e tu vê. Você vai ir repreender ela dizendo que é errado e explicar isso da forma certa, mas aí ela vai e responde, “Mas os politic0s roubam, o próprio “líder” da nação foi colocado numa masmorra (cheia de luxos) e depois voltou ao cargo político”. E sabe o pior disso, ela não tá errada! Porque na formação de caráter dela, a criança está vendo alguém fazer algo de errado e não sendo punido, e isso cria uma ideia de permissividade que se leva pra vida inteira. Isso erodir qualquer noção de moralidade e tirar qualquer ideia de pensamento autocrítico das pessoas. E advinha, o governo manda as escolas então colocar “ideologias” (que nós sabemos muito bem e sempre falamos aqui) pra colocar no lugar do conceito de bem e mal e distorcer num novo tipo de “certo e errado”.

      Já na no âmbito de heróis de quadrinhos, eu gosto de quando os heróis são heróis, e não esse revisionismo moderno que tá destruindo como você e os vídeos já disseram. Mas eu não gosto de como os vilões são tratados, porque é o que eu expliquei antes sobre a permissividade. Por exemplo, o Batman prende o Coringa, mas esse sempre foge, isso irremediavelmente vai colocar a ideia no subconsciente de que “não há punição” real pro vilão. Não digo do Morcego matar algum vilão, mas simplesmente algum juiz simplesmente julgar algum vilão, como o Pinguim, e dizer “olha, pelo teu histórico é perpetua ou pena de morte”. Só que isso não acontece porque, segundo um dos cabeças da DC na época, “é difícil criar bons vilões” por isso eles ficam reutilizando, já que muita gente fala que gosta do Batman ou do Homem-Aranha pelo fato que a Galeria de Vilões deles são as melhores dentre todos os heróis.

      Já sobre o novo filme dos Vingadores, parece que o Doutor Destino não vai ser o Von Doom mesmo, mas sim uma variante maligna do Tony Stark, porque precisam trazer ele pra ter efeito de nostalgia. Eu queria que fosse outro ator e respeitassem mais a origem do personagem. Além disso já disseram que o Steve Rogers não vai voltar a ser o Capitão América e o Falcão vai continuar a fazer cosplay de Capitão. Mas eu estou curioso pra ver se os boatos de que o Henry Cavill estar no filme interpretando o Hyperion é verdade. O boato é que ele vai estar quase com o nível de força do Superman no “Homem de Aço” vai ser um minion do Destino e que ele é quem destruiu o mundo dos X-Men, e a cena dele é praticamente varrendo o chão com o Thor e o Hulk juntos. Parece até que o Deadpool vai fazer piada com isso. E devo dizer que se for verdade, vai ser o maior tapa na cara que a DC já levou, hahahahaha

      Eu vi que falaram da animação do Wizardry antiga e vou colocar o link dela aqui. É muito boa e vale muito a pena ver]

      https://www.youtube.com/watch?v=QRPbF7JyN78

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    2. Como sempre, Cria do Caos, está superestimando a capacidade de seus DEMOcratas e servos corruPTos. Assim como ocorre na ditadura da Nicar@#ua, em Bananil a consorte do ditador possui poderes, mas aqui, nada disso vai mudar o fato de que este ano, o Partido das Trevas e todos os seus acólitos profanos será derrotado. Os guerreiros da Verdade herdarão um reino quebrado e em ruínas, mas este infelizmente é o preço pela falha na vigilância que ocorreu há quatro anos. Mas mesmo assim, os dias de teus escravos e bruxos permanecerem no poder estão contados!

      (Sobre Dark Sun, quando vi o anúncio nem comentei por aqui porque sabia que seria furado. Aquela conversa de "apenas para maiores de 18 anos, com um trailer patético e forçado e com um "guerreiro" com traços andrógenos já deram todos os sinais que aquilo seria outra isca para veteranos. Mas duvido que muitos cairão nela.

      Heróis verdadeiros ainda existem, e sempre existirão. Nas ruas, no dia-a-dia, e nas trincheiras de batalhas que são travadas sem holofotes todos os dias. Um bom professor, um bom soldado, um bom sacerdote, um bom pai, uma boa mãe... Ainda existem pessoas dispostas a pensar antes no próximo, independentemente do que você e seus cultistas na mídia ou desgoverno façam.

      Sobre a questão da formação de caráter das crianças, você observou um ponto muito, muito importante. É indispensável que o comportamento ruim seja punido (de forma justa e proporcional, não há necessidade de se "criar exemplos" por meio de punições grotescas). Quando uma criança vê, por exemplo, que um dos maiores ladrões e corruptos que essas terras já viram é recompensado com o mais alto cargo público daquele local, enquanto veem seus pais trabalhando de sol a sol para manter um mínimo de dignidade, é natural pensar que agir de forma correta "não compensa". Por isso, temos tantos jovens hoje querendo ser influenciadores ou viver do mercado financeiro. Nestes pontos, penso que é importante mostrarmos que essa "prosperidade fácil" não é duradoura (felizmente, há muitos exemplos assim para serem explorados) e que no fim, aquilo que realmente nos preenche e dá sentido para nossas vidas só pode ser conquistado por meio de uma vida correta, onde nossas ações visam, via de regra, fazer o que é certo e ajudar aqueles ao nosso redor. Por isso, heróis e suas histórias são tão importantes. Assim como o trabalho feito por boas comunidades religiosas. Não âmbito da religião, não é o caso de se dizer que "quem não agir corretamente vai para o inferno, e quem agir bem irá para o céu". Para mim, isso não funciona a longo prazo. No âmbito religioso, a grande lição está nos ensinamentos do passado, que mostram que mesmo quando a vida é difícil, é importante agir de forma correta, porque no fim, todos colhemos os frutos daquilo que plantamos.

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    3. No quesito dos heróis, penso como você. Gosto de heróis verdadeiros, com a moral no lugar certo, mostrando que não é fácil viver assim, mas é importante que seja feito. Na questão dos vilões, também penso da mesma forma. Eles precisavam ser trabalhados de forma melhor. Nas HQs do Batman, por exemplo, anos atrás foi revelado que o Coringa havia causado direta e indiretamente a morte de mais de 2.000 pessoas. E Batman sabe disso. Ao mesmo tempo que entendemos o porquê de ele não tirar uma vida, é completamente sem sentido quando ele move mundos para evitar que o Coringa seja morto por alguém buscando vingança ou mesmo justiça.

      Sobre o filme dos Vingadores, sei que Rogers provavelmente nunca mais será o Capitão América, e que Sam Wilson está destinado a brincar de cosplay pelo resto de sua carreira. Uma lástima, porque são dois bons personagens mal utilizados. Ainda assim, ver Steve Rogers de volta, e como uma bússola moral por conta da pressão de fãs, é algo animador. Sobre Destino, teremos que esperar para ver se ele é apenas uma versão maligna de Stark ou se é Doom com a cara de Stark. A questão de Hyperion é outra que está sendo guardada com muito mistério, mas penso que no fim, não se mostrará verdadeira.

      E muito obrigado por compartilhar o vídeo sobre Wizardry. Verei assim que terminar o trabalho).

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  3. Os filmes atuais rompem com a dicotomia bem x mal porque ela se mostra falha em muitos aspectos.

    1) Quem definiu o que é bom ou mau?

    2) Quem se beneficia com o bem que faz o mal ao outro, pode ser considerado bom?

    As cruzadas foram deflagradas nesse contexto. Para direcionar a violência para dos europeus que lutavam entre si, o papa convocou a todos a atacar o oriente médio.

    A mesma igreja definiu que era lícito a escravidão. Por que ela não se posicionou contra? A desculpa era que negros e indígenas precisavam ser salvos.

    Duas bombas atômicas foram detonadas sem necessidade e mataram milhares de civis. E ovacionados esse país que fez essa atrocidade por um bem comum: acabar com a guerra.

    Para mim, não me parece que apenas que um enredo apenas do bem contra o mal se sustente. A história fica fraca.

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    1. Salve, nobre amigo. Seja sempre bem-vindo para contribuir com suas percepções.

      Você trouxe questões realmente interessantes, que renderiam debate infindáveis. No meu ponto de vista, percebo as questões da seguinte forma:

      1) Sobre a definição de bem e mal, é de fato uma análise completa. No entanto, sem aprofundar muito a questão no mérito filosófico, podemos entender de forma simplificada que bem é aquilo que é moralmente correto, podendo ser aplicado em qualquer contexto (já que é um princípio universal). Seria agir de forma correta, pensando de forma altruísta (colocando o bem dos outros acima de si mesmo). Mal seria o exato oposto. Este conceito, de certo e errado, provavelmente existe desde os primórdios da raça humana, como Lewis coloca em seu livro Cristianismo Puro e Simples, independentemente da cultura ou origem do indivíduo (ele chama isso de “lei moral”, caso interesse). Mas essa também é uma questão complexa porque lida não apenas com filosofia, mas teologia também.

      2) Não, não pode, porque o bem é um princípio universal, ligado à ideia do moral e correto, não conveniência. Significa fazer aquilo que é certo, considerando que os fins não justificam os meios. Um soldado da América colonial que joga um cobertor com varíola em um tribo indígena para obter mais terras e comida para sua comunidade não é bom. Assim como quem consente com esse tipo de ato também não é. O mesmo se aplica a defensores da ideologia “trans” que a empurram a crianças sobre o pretexto de serem “tolerantes” mas que, na prática, estão pensando apenas em validar suas escolhas de vida às custas de inocentes e desinformados e ganhar alguma atenção no processo.

      3) As cruzadas foram de fato algo deplorável, concordo. Mas elas foram muito mais um movimento político/econômico do que propriamente religioso. A igreja católica foi a ferramenta usada para viabilizar todo o processo, o que, por si, já é algo condenável e moralmente errado, mas não foi a idealizadora do mesmo. Não estou aqui defendendo a igreja (até por me esforçar para ser um bom cristão, condeno veementemente qualquer ação moralmente errada daqueles que deveriam estar dando o exemplo). Mas as cruzadas não foram um movimento verdadeiramente religioso.

      4) Não foi a igreja que definiu que a escravidão era lícita. Ela foi omissa em relação a isso por questões políticas, o que sim, é extremamente errado e vergonhoso, mas ela não definiu a prática como lícita, muito menos na América do Norte, onde não tinha poder de fato. Apenas aceitou (deploravelmente) a institucionalização dela.

      5) Concordo plenamente sobre as bombas. Todo massacre de inocentes, para mim, é imperdoável e injustificável. No entanto, fora dos EUA, os responsáveis por isso não foram ovacionados.

      Em relação a enredos voltados para o embate de bem contra o mal, creio que uma boa história se sustente bem sim nessa temática. Narnia e O Senhor dos Anéis são a prova disso, e muitas otras boas histórias foram criadas e recontadas nesse eixo. O problema que você percebe, e com razão, é quando essa temática é mal trabalhada, como ocorre em muitas histórias de super-heróis, como Gronark mencionou acima. O problema não é a temática (ela, em minha opinião, é extremamente válida e necessária), é a forma banal como ela é muitas vezes empregadas em algumas histórias.

      Agradeço novamente pela reflexão, e como disse, sinta-se sempre à vontade para expor aqui seus pensamentos.

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    2. Gronark, o Senhor do "Amor"22 de agosto de 2026 às 14:28

      [Já as Cruzadas, praticamente foram uma guerra defensiva, porque quem começou as hostilidades foram os muçulmanos que tomaram a península Ibérica quando atravessaram o Estreito de Gibraltar e entraram na Hispânia visigótica lá em 711. E desde então eles começaram a atacar a Europa até 1095, quando aconteceu a 1º Cruzada e os europeus expulsaram os muçulmanos da Europa Ocidental e começaram a contra-atacar. Eu acho engraçado como todos condenam as Cruzadas, mas não condenam as invasões Mouras. É aquela coisa de “a vitima não é quem é atacado, mas sim o agressor que sofre retaliação por atacar primeiro.” O Bananil adora isso.

      Já no caso do Japão, os EUA nunca foram, e nunca serão, santos. Mas eles não jogaram as bombas de graça. Muita gente se esquece de que lado o Japão lutou e o que ele fez na Asia durante a 2º Guerra. Pra ter uma ideia os alemães da época consideravam os japoneses imperiais “extremistas e altamente-radicais”. As bombas foram lançadas por dois motivos;

      1º: É que a União Soviética já estava preparando uma invasão ao norte do Japão pra pegar Hokkaido e as ilhas do norte e os EUA queriam dissuadir eles disso ao mostrar a bomba.

      2º: (O mais importante) O império do Japão estava armando a população inteira pra lutar, incluindo idosos e crianças, sejam com facas e lanças de bambu, para um “confronto final” e a estimativa de mortes japonesas seria de 40 a 60 vezes mais do que foram as bombas, além de que haveria baixas astronômicas nos soldados americanos. Agora imagine o que é o menos pior, sacrificar os próprios soldados e matar muito mais gente pra subjugar uma nação altamente doutrinada e beligerante, ou usar duas bombas. Lembrando que o plano original era que os alvos seriam primeiro Kyoto e o depois Tóquio. Mas mudaram isso justamente para reduzir ao máximo a quantidade de baixas.

      Além disso, ninguém ovacionou o uso das bombas, mas sim o fim da guerra. Tanto que muitos lá consideram o uso das bombas como algo ruim, mas foi a opção “menos ruim”, porque a segunda seria invasão por terra e guerrilha total com baixas inestimáveis.]

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    3. Gronark, o Senhor do "Amor"22 de agosto de 2026 às 14:30

      [No quesito de histórias onde o enredo se baseia apenas entre o confronto entre bem e mal, a verdade é que elas nãos e baseiam apenas nisso. As boas histórias começam com a ideia de um confronto entre bem vs mal, mas que vai se desenvolvendo com o crescimento e amadurecimento dos personagens durante a história. A clássica “jornada do herói” de Joseph Campbell, onde os protagonistas tem que passar por provações e testes até chegar no final. Coisa que os roteiristas de hoje se esqueceram, porque eles acreditam que as pessoas já são “poderosas e maravilhas como elas são”, basta apenas olhar as "Lacradrieis" de hoje. Não existe treino, amadurecimento, derrota, autoquestionamento ou reflexão, amadurecimento e muito menos consequências para suas ações, que muitas vezes são altamente questionáveis e malignas. Só comparar o Luke Skywalker com a Rey, o jovem teve que ficar um bom tempo treinando, foi derrotado e mutilado pelo Darth Vader e só muito depois, com bastante amadurecimento, é que ele conseguiu redimir seu pai e se tornar um cavaleiro jedi de fato. Já a Rey conseguiu usar controle mental sem nenhum treinamento e ainda venceu uma pessoa, plenamente treinada nas artes de combate jedi, com um sabre de luz, que é uma arma que ela nunca usou antes.

      A onde eu jogo, no mundo de campanha existe o Bem, Mal, Neutralidade além da Ordem e Caos. Elas são forças reais e não esse abstratismo tolo que D&D 5.5 quer colocar na cabeça dos outros como o “correto dos corretos”. Tanto que sempre houve bons personagens de todos os alinhamentos sem serem caricatos ou com “plot-armor”. Um exemplo é o personagem do meu cunhado, o Vardalon, que era um bárbaro/algoz de Hextor que era leal e mal, mas que tinha princípios próprios e uma honra de cavalaria e tribal que o diferenciavam de um vilão genérico. Tanto que muitas vezes ele era quase um anti-herói, mas ele nunca foi um personagem bondoso ou um exemplo de melhor pessoa do mundo. Outro exemplo é meu personagem, o Rhaennar, um corsário élfico caótico e neutro. Ele gosta de aventuras, navegar pelos mares e faz de tudo por aqueles de quem gosta, mas ele é capaz de fazer coisas erradas para conseguir o que quer e brutalizar completamente quem tente ferir ele ou aqueles que ele ama. Outro seria o Mormund, meu anão bardo neutro e bom. Que reconhece as forças de seu povo, mas também suas fraquezas, sendo um anão mais mente aberta, não muito rancoroso e ambicioso que sabe que o melhor para o mundo é a paz e a compreensão entre os povos, mas que não hesita em pegar em armas e lutar pelo que é bom e correto.]

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    4. Salve meu querido Odin. Saudades de você! Não esqueço o Valhalla. Época boa que iniciamos os blogs. Valhalla, O Clerigo, Dragão Banguela... Um grande abraço meu querido.

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    5. Sim, nobre druida, sinto também falta dos "bons e velhos tempos". Todos ríamos muito com o Dragão Bangela, com o blog do Clérigo, Dragões do Sol Negro, etc. Mas façamos o melhor possível com o que temos hoje. Grande abraço!

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    6. Quanto a ti, Gronark, repito: Sua demôniocracia e seus ratos corruPTos não possuem lugar aqui. Assim como sua “pluralidade e diversidade de pensamento” também não. Se destruírem este espaço assim como fizeram com Valhalla, eu simplesmente criarei outro onde os guerreiros da Luz e da Ordem possam se reagrupar para expor e combater a hipocrisia e depravação do seu "amor", que prega "liberdade" sem responsabilidade, e apenas quando é conveniente para vocês. As "coisas da minha cabeça", como você fez um de meus mais fortes aliados acreditar anos atrás, são apenas a Verdade. Verdade que, com ou sem mim, iluminará e destruirá o caos sombrio que você e os seus instauraram nessas terras.

      (Interessante os pontos que levantou sobre a reflexão que nosso irmão de armas propôs. Sempre gostei muito de estuar história militar e teologia, e vejo essas questões de forma muito semelhante à sua. A questão do bem e mal, de fato, é algo natural, inerente do ser humano (C.S Lewis fez um ensaio realmente profundo, apesar de muito objetivo, no livro que mencionei acima), e que foi lapidado e estruturado pela religião e filosofia. Minhas campanhas, apesar de não serem tão bem articuladas como as do seu irmão, possuem uma estrutura de eixo moral extremamente semelhante.

      A questão das bombas atômicas, eu concordo com você. Havia um outro lado na história. O Japão lutaria até a morte se fosse permitido. É fato registrado. Eu apenas não consigo ficar em paz com ideia das bombas como "caminho menos pior" porque massacraram um povo que já estava sofrendo terrivelmente com essa situação. A maioria dos grandes pioneiros das artes marciais japonesas do século XX viveram naquela época, e em seus livros, eles relatam o horror que o governo impunha à população. Tanto que eles se opunham àquilo, e por isso, eram taxados de "extremistas de esquerda". Era algo assustador. É possível sim que o número de mortos (especialmente de aliados) fosse infinitamente maior com uma ofensiva aérea sem as bombas seguida de terrestres em pontos estratégicos. Era pouco provável, mas possível também que uma pressão diplomática pudesse ter evitado aquilo apresentando a chance de um rendição honrosa. Mas nunca saberemos. A Segunda Guerra foi um período terrível. Para tentar tomar a Russia, a Alemanha despachou 3 milhões de soldados, sendo que 1 milhão foi todo concentrado na tentativa de tomar Moscow. Praticamente todos eles perderam a vida. E estima-se que o número de russos mortos foi pelo menos 3 vezes maior. As bombas foram lançadas na tentativa de evitar mais um banho de sangue, mas o preço, para mim, ainda foi alto demais.

      Apenas sobre as cruzadas, eu não vejo como um guerra defensiva porque ela começou como consequência do aumento populacional descontrolado na Europa, e porque havia uma quantidade grande de nobres sem direito à terra por conta da falta da mesma, não por conta das invasões mouras na península Ibérica, que aconteceram e se consolidaram séculos antes. O caráter das invsões também foi diferente; os islâmicos construíram bibliotecas, escolas e hospitais na espanha, enquanto as investidas dos cruzados muitas vezes (não todas, mas muitas) se resumiram a saques em massa, inclusive um dos mais famosos sendo em Constantinopla, berço da Igreja Ortodoxa Cristã. Mas admito, este é um tópico sujeito a muito debate, porque há muitos fatos históricos que embasam diferentes visões.

      Sobre as histórias de "bem vs mal", concordo plenamente. Não se trata de um problema na temática em si, mas no desenvolvimento ruim de certas histórias, especialmente aquelas mais "atuais", onde dependendo do gênero da pessoa, ela já vem com um pacote de super poderes e habilidades incríveis apenas esperando para aflorar. O problema não é a premissa, é a execução. Como você bem disse, trocaram esse confronto por uma ideologia torpe e artificial que prega uma justiça social barata que não consegue se sustentar, por ser totalmente falaciosa.

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    7. Gronark, o Senhor do "Amor"24 de agosto de 2026 às 15:30

      Você se engana se acha que terá algum espaço para disseminar suas falácias e tolices, Caolho! Os membros da Estrela Vermelha já estão se preparando para “monitorar” todas os meios de comunicação digital no Bananil e poder controlar o que pode e o que não pode ser dito! Agora teremos a mesma liberdade digital que as pessoas possuem no Reino do Dragão Vermelho do Oriente! Isso será o fim para sua auto-proclamada a verdade, pois será os bruxos vermelhos, a mando do Painho, que irão dizer o que a verdade é e punirão qualquer um que se levante contra a ideologia do “AMOR”, HAHAHAHAHAHAHAHAHA

      https://www.youtube.com/watch?v=3pZ8dSHEw8U

      E tenho mais novidades, porque agora a Paramount, a mesma que “atualizou” Halo para as audiências modernas, irá trazer GOLDEN AXE!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas nãos e engane, ele também será atualizado para as sensibilidades modernas! Basta ver como a grande heroína Tyris está altamente masculinizada, e claramente será mais uma “Lacradriel” empoderada, imbatível e sempre correta! Ax claramente será um tolo, estupido e uma paródia de masculinidade tóxica igual ao Wulfgar! E o anão Gillius aparentemente não foi “atualizado”, mas não se engane, eu aposto que ele será um anão moderno do Clã dos “Barbas-Colorides” e terá um “namorade” esperando por ele em casa. Me diga, se está feliz com mais esse meu presente para você. E se lembre que Golden Axe sempre foi assim e não está havendo nenhuma reescrita da história! Afinal, esse jogo, e todos os jogos, principalmente D&D, sempre foram veículos para a “diversidade, equidade, tolerância, espaços-seguros e o amor”, HAHAHAHAHAHAHA

      https://www.youtube.com/watch?v=EfBkT6GYZh4

      [Eu realmente me pergunto se vamos poder continuar a fazer nossas criticas a fantasia “moderna” por muito tempo, já que agora os skaven vão ter o poder de regular tudo. Eu salvo sempre meus comentários num word, só por precaução.

      Sobre o Golden Axe, meu irmão, o Thiago e o Rodrigo ficaram bem chateados, porque muito da estética e ideia de aventuras foi inspirada por esses jogos, principalmente o “Golden Axe: The Revenge of Death Adder”. Pra ter uma ideia, o “Cortador” (o machado deus da guerra Stratis) uma das armas lendárias que normalmente aparece em algum momento nas mãos de algum descendente do Vardalon (a exceção foi o Arlland que usou a arma pra matar o Zargon) é altamente baseado no próprio Golden Axe. O Vardalon também era bastante baseado esteticamente no vilão Death Adder misturado com o Verminaard de Dragonlance, sendo que as únicas diferenças é que ele possuía uma capa feita de pele de leão, alguns apetrechos tribais africanos e era fisicamente igual ao ator Michael Jai White. Além disso a raça de meio-gigantes foi adaptada pra Greyhawk de forma bem similar a como eles são em Golden Axe, sem falar dos monstros, principalmente as montarias e inimigos já foram adaptados. Meu irmão falou uma coisa muito certa ao ver o trailer, “Quem fez isso não tem filhos, nem sobrinhos, nem contato com crianças, mas pensa que sabe o que crianças gostam”.]

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    8. Gronark, o "Senhor do "Amor"24 de agosto de 2026 às 15:31

      [A ideia das cruzadas terem sido uma guerra defensiva, é pelo fato que as invasões nunca pararam, mesmo depois dos mouros terem sido expulsos da Península Ibérica, mas não foi o único caso pra elas. E mesmo as invasões sendo diferentes, ainda é uma invasão. Os mouros construíram bibliotecas, escolas e hospitais na Espanha, mas pra eles depois de dominar a população nativa e exterminar os dissidentes, lembrando que essas instituições eram pra ser usadas por eles e não para os nativos. É quase que dizer que o massacre e deslocamento forçado de várias tribos norte americanas na conquista do Oeste Americano foi justificado porque depois se criou hospitais e escolas nessas terras.

      Isso me lembra essa cena aqui do filme “Enterrem Meu Coração na Curva do Rio” (Bury my Heart at Wounded Knee), onde o Chefe Touro Sentado dos Sioux fala que os “brancos devem sair das terras da tribo dele”, mas ai o Coronel Nelson Miles responde “mas pelo que sei essas terras aqui eram originalmente dos Kwa, Omaha e outras tribos antes de vocês, Sioux, as tomarem deles. E agora nós vamos tomar essas terras de vocês da mesma forma que vocês tomaram deles!” O que eu acho legal dessa cena é que em nenhum momento o Coronel Nelson Miles diz que o que ele está fazendo é bom ou correto, mas sim fala a verdade “nós estamos tomando essas terras pelos mesmos motivos que vocês tomaram elas dos outros, a única diferença entre nós é que nós somos mais fortes”. Isso sintetiza muito bem na pratica a história da humanidade, onde todos os povos cometeram erros e não há nenhum que seja santo.]

      https://www.youtube.com/watch?v=LXWmOVbu9rM

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    9. Não pense, demônio, que não estou extremamente atento a todos os movimentos do Bruxo Vermelho, da Concobina Vermelha da Brasilônia ou dos Magos Negros. Mas devemos lembrar que estamos em Bananil. Levará meses até que sua máquina de censura possa realmente funcionar a ponto de causar efeito concreto. E em menos de 60 dias, toda sua corja cairá.

      (Também assisto ao trailer de Golden Axe e também achei um absurdo. Tyris estará completamente insuportável, e Ax foi descrito como um bárbaro com "temperamento de labrador". Um verdadeiro lixo e desrespeito com os criadores dos jogos originais e toda a geraão de fãs que cresceu com eles. Assim como vocês, tenho grande carinho e respeito pela obra. Lembro de ter jogado e zerado os três (eram absurdamente difíceis para uma criança nos seus 9-11 anos), mas muito recompensador. Meu primeiro contato com "sword and sorcery" foi com aquele jogo. Quando disseram que uma série animada seria feita, já achei que teríamos algo sofrível, e infelizmente, o trailer confirmou isso.

      Sobre a questão das cruzadas, olhando por essa ótica, sua posição faz todo sentido. A invasão dos árabes na Europa trouxe benefícios para a região, coisa que os cruzados não trouxeram quando tomaram Jerusalem. Mas invasão é invasão. Essa descrição em particular do Enterrem Meu Coração na Curva do Rio mostra uma realidade muito triste, mas que deve estar sempre em nossa mente. Nós podemos tomar lados, há pessoas boas e pessoas más em qualquer lugar e o certo e o errado nunca podem ser relativizados ou distorcidos por filosofia barata. CONTUDO, todos nós cometemos erros, e, de fato, ninguém é santo. Por isso, como mestre Tolkien já dizia, tudo o que podemos fazer é o melhor que conseguirmos no tempo que dispomos).

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