domingo, 29 de março de 2026

War Wizard: O início de uma nova trilogia de Dragonlance

Saudações, guerreiros da Luz

Como mencionei no pergaminho anterior, Dan Ayoub, novo gestor de D&D nomeado pela Hasbro, tem feitos esforços concretos para tentar retirar o jogo do lamaçal asqueroso no qual foi afundado nos últimos anos. Ele se desculpou publicamente com Luke Gygax pelo tratamento vergonhoso que a WotC deu a ele e sua família, trazendo-o para a equipe criativa de D&D junto de outros nomes lendários de peso, como Jeff Easley, Margaret Weis e Tracy Hickman. Se algo de concreto sairá desses esforços só o tempo poderá dizer, mas é fato que pela primeira vez em mais de 20 anos, um gestor de D&D admitiu que estão no caminho errado e se propôs a tentar corrigir isso.

Nesse esforço, além do aguardado Melf's Guide to Greyhawk, que provavelmente sairá apenas em 2027, um importante trabalho compõe a primeira fase desse esforço: Uma nova trilogia de Dragonlance, que, ao contrário da última mais recente, se propõe a honrar o legado do cenário, não “atualizar” a história.

Essa nova trilogia começa com o livro War Wizard, marcado para ser lançada já no início de agosto deste ano, e traz a história dos lendários Huma e Magius, personagens centrais na Primeira Guerra da Lança. Para quem não os conhece, segue um rápido resumo:

Huma Dragonbane é o arquétipo do cavaleiro ideal: honrado, compassivo e guiado por um senso inabalável de justiça. Diferente da maioria dos orgulhosos cavaleiros do cenário, Huma não busca glória pessoal, mas sim proteger os inocentes e restaurar o equilíbrio em Krynn. Sua humildade é tão marcante quanto sua bravura — ele duvida de si mesmo com frequência, o que o torna profundamente humano, mesmo sendo lembrado como uma lenda.

Já Magius representa o poder da mente e da ambição disciplinada. Um mago de grande talento, ele trilha o caminho da Alta Feitiçaria com determinação e inteligência afiada. Sua personalidade é mais pragmática e, por vezes, sarcástica, contrastando com o idealismo de Huma. No entanto, por trás de sua postura calculista, há lealdade genuína — especialmente quando se trata de seu amigo cavaleiro.

 O relacionamento entre os dois é um dos pilares emocionais da narrativa. Enquanto Huma confia na força do coração, Magius acredita no conhecimento e no poder arcano. Essa dualidade cria tensão, mas também equilíbrio: Magius frequentemente questiona as decisões emotivas de Huma, enquanto Huma lembra Magius da importância da compaixão acima do poder. É uma amizade construída sobre respeito mútuo, mesmo quando discordam profundamente.

Entre seus feitos mais lendários, destaca-se a luta contra a Rainha das Trevas, Takhisis. Huma, com coragem inabalável, empunha a lendária Dragonlance enquanto Magius contribui com sua magia e conhecimento para enfrentar forças além da compreensão mortal. No fim, a história de Huma e Magius não é apenas sobre batalhas épicas, mas sobre confiança, sacrifício e o equilíbrio entre força e sabedoria. Juntos, eles personificam a união entre espada e magia — e provam que, mesmo em um mundo devastado pela guerra, a amizade pode ser a maior das armas.

Grandes personagens, um ótimo cenário e uma história realmente interessante. NO ENTANTO, como qualquer jogador de D&D que viu em primeira mão os horrores coloridos que acometeram as obras de fantasia nos últimos anos, sou obrigado a registrar meu receio de que em um livro focado nos dois personagens, insinuações descabidas e sem nenhuma base possam vir a ser feitas sobre a amizade dos dois. Afinal, para os corruptos e pútridos “servos do amor”, uma forte amizade é algo completamente impossível de se existir sem que seja “algo mais”. No entanto, dada a importância dos personagens e até do fato de que Huma tem uma história amorosa bastante trágica (não darei spoilers aqui), penso que Hickman e Weis não seguirão essa linha. Até porque a proposta dessa nova corrente é precisamente tirar esses elementos subversivos de D&D.

Como eu disse anteriormente sobre Melf's Guide to Greyhawk, essa é uma obra com imenso potencial para resgatar D&D do Abismo. SE feita da forma correta. Mas mesmo assim, é justo dizer novamente que esta é a primeira vez em mais de dez anos em que vemos um movimento que se propõe a trazer D&D de volta ao caminho que jamais deveria ter saído. Permaneçamos preparados e vigilantes.

4 comentários:

  1. Gronark, o Senhor do "Amor"30 de março de 2026 às 12:25

    Esse “revival” que D&D está passando é meramente um Cavalo de Tróia que meus cultistas estão preparando para atrair os incautos e jogadores antigos desiludidos! Pode ter certeza de que nesse primeiro livro tudo será normal, mas nos livros seguintes, a “amizade” entre Huma (o Querido Terence da época) e Magius vai se desenvolver em um “amor colorido” ou irá surgir uma garota, forte e empoderada, possivelmente de alguma minoria e que gosta de outras mulheres, e irá superar Huma em habilidade com a espada e mais hábil em magia do que o próprio Magius, e irá ser a verdadeira heróina da história, mas que será esquecida devido a opressão do patriarcado. Igual ao que aconteceu com Hera na “A Guerra dos Rohirrim”. Não podemos nos esquecer também de que será revelado que Takhisis, é uma mera vítima do patriarcado opressor de Paladine, além de que o dragão de platina gosta mais de ouvir Village People e passar o tempo com seus “Queridos Terences” do que realmente cuidar da esposa. No fim, todos os caminhos levam para o “amor”, “diversidade” e “inclusividade”, HAHAHAHAHAHA

    Aproveitando o assunto sobre Hera e Rohirrim, irá ser feitos novos filmes do Senhor dos Anéis, altamente modernizados e reescritos para as “novas audiências”! A começar por “Senhor dos Anéis – Sombras do Passado, que se passará 14 anos após a morte de Frodo. Sam, Merry e Pippin partem para refazer os primeiros passos de sua aventura. Enquanto isso, a filha de Sam, Elanor, descobre um segredo há muito enterrado e está determinada a desvendar o porquê da Guerra do Anel quase ter sido perdida antes mesmo de começar.” Tudo isso sendo feito por um roteirista altamente adepto da ideologia do “amor”, já que podemos ver que a verdadeira heroína será a inocente filha de Sam, que irá virar a mais nova Lacradriel da Terra Média, e quem criticar a personagem será preso, graças a nova lei que passou onde não se pode criticar seres femininos, ou que se “declaram” ser femininos. Vou lhe dizer algo, não irá demorar muito para que a história inacabada e proibida de Tolkien, a “Nova Sombra” se torne um filme e acabe com tudo que o professor tanto se esforçou para criar, HAHAHAHAHAHAHAHAHA

    https://deadline.com/2026/03/stephen-colbert-lord-of-the-rings-1236764923/
    https://www.youtube.com/watch?v=uMYo4g65CMg

    Voltando a falar de D&D, saiba que Dan Ayoub é um dos meus servis mais inteligentes e perverso, já que ele defende tudo que ocorreu no D&D moderno além e que ele não pediu desculpas para os jogadores antigos que foram ofendidos pela Wizards. Também tem o fato de que Luke Gygax é para Gary o que Simon é para Tolkien. Basta apenas ver ambos os vídeos aqui irei colocar aqui e perceber que não há esperança verdadeira e que todos os caminhos levam ao Abismo, HAHAHAHAHAHAHAHA

    https://www.youtube.com/watch?v=IYtGhMf4Z9I&t=1s
    https://www.youtube.com/watch?v=IFVdp9v8VEY

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    1. Tolo demônio, estou a par das ações de seus "servis", e será necessárias muitas provas concretas para que eu volte a dar um voto de confiança a D&D. Se Dan Ayoub é um de seus poucos servos com um mínimo de inteligência, como você diz, ou se é, como eu penso, um gestor querendo manter o emprego fazendo o óbvio necessário para isso, só o tempo dirá. O mesmo vale para Luke Gygax.

      (Sobre essa nova trilogia, li diversas vezes que Margaret Weis estava furiosa com a adaptação de Dragonlance para a 5a edição, e também descontente com a última trilogia que ela fez "sob encomenda" com seu marido. Ela criticou abertamente a Wotc ano passado, inclusive chegando ao ponto de desaconselhar fãs de Dragonlance a jogar o cenario da 5a edição. Se ela e Hickman voltaram, TALVEZ algo tenha mudado. TALVEZ a amizade de Huma e Magius não seja porcamente destruída. Aguardemos...

      Em relação aos novos filmes de O Senhor dos Anéis, li sobre esse plot sofrível, mas tudo está ainda muito vago. Não estou esperando nada, honestamente, e imagino que será outro fracasso como foi a Guerra dos Rohirim.

      Quanto a Bananil e a brilhante lei aprovada pelos asnos que compõem o "senado" (que na verdade, é um mero cabaré dos Magos Negros) ainda precisa passar pela câmara, onde certamente encontrará resistência.

      Mas infelizmente, estamos mesmo caminhando para a "Nova Sombra" que Tolkien profetizara. Pessoas flertando com o mal, distorcendo a verdade, esquecendo valores e achando que não haverá nenhuma consequência ruim em tudo isso...). Vejamos o que sobrará desse mundo no fim. Mas enquanto o fim não chega, continuemos vigilantes e travando o bom combate.

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  2. A esperança é a última que morre! Espero que D&D possa sair do fundo do poço... pq ele está muito sofrível. Todas as ideias boas são subterradas em um pântano de bizarrice.

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